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  • Foto do escritor: Cíntia Cazangi
    Cíntia Cazangi
  • 14 de jul. de 2016
  • 4 min de leitura

Transtorno bipolar
Todos nós a partir de situações que vivenciamos, acabamos tendo algum tipo de alteração e/ou oscilação de humor, o transtorno bipolar é bem mais complexo do que isso, caracteriza-se por dois ou mais episódios nos quais o humor e o nível de atividade do sujeito estão profundamente perturbados por alterações, com recorrência de episódios depressivos (leves a graves) intercalados com períodos de normalidade e de fases maníacas (euforia) ao longo da vida.

Este distúrbio consiste, em algumas ocasiões, em uma elevação do humor e aumento da energia e da atividade (hipomania ou mania). E, em outras, de um rebaixamento do humor e de redução da energia e da atividade (depressão). Pacientes que sofrem somente de episódios repetidos de hipomania ou mania são classificados como bipolares. A mudança de comportamento de euforia para depressão, ou vice-versa, é súbita, e o indivíduo pode não perceber esta alteração ou atribuí-la a algum fator do momento, pois o senso crítico e a capacidade de avaliação objetiva das situações ficam prejudicados ou ausentes.

Quadro clínico
Depressão
oscilações de humor
Nos episódios de depressão (leve, moderada ou grave), a pessoa apresenta, durante um período mínimo de duas semanas, rebaixamento do humor, redução da energia e diminuição da atividade. Caracteriza-se por uma multiplicidade de sintomas, leia mais.

O episódio, apresentado durante um período mínimo de duas semanas, deve ser acompanhado por sofrimento ou prejuízo clinicamente significativo para o funcionamento social, profissional ou de outras áreas importantes da vida do indivíduo. Para algumas pessoas com episódios mais leves, o funcionamento pode parecer normal, mas exige um esforço acentuadamente aumentado.

Pode-se observar um humor irritável ou rabugento, em vez de um humor triste ou abatido. Esta apresentação deve ser diferenciada da de um padrão de "criança mimada", que se irrita quando é frustrada.

Mania
A mania afeta o humor e as funções vegetativas (sono, cognição, psicomotricidade e nível de energia). A euforia, ou alegria patológica, constitui a base dos episódios maníacos. Podem-se observar, de maneira geral, os seguintes sinais e sintomas:

  • Aumento da autoestima: a pessoa sente-se superior, melhor, mais potente...,

  • Elação: sentimento de engrandecimento do eu, expansão,

  • Insônia: associada à sensação de diminuição da necessidade de sono,

  • Logorreia: produção verbal rápida, fluente e persistente,

  • Pressão para falar: tendência a falar sem parar,

  • Distração,

  • Agitação psicomotora,

  • Irritabilidade: desde leve irritabilidade até franca agressividade,

  • Arrogância,

  • Desinibição social e sexual: levando a comportamentos inadequados,

  • Tendência exagerada a comprar objetos ou a dar seus pertences,

  • Ideias de grandeza, de poder, de importância social,

  • Delírios de grandeza ou de poder,

  • Alucinações: geralmente auditivas, com conteúdo de grandeza.

Hipomania
A hipomania é um estado semelhante à mania, porém mais leve e que, muitas vezes, passa despercebido e não recebe atenção médica. Em geral é breve, durando menos de uma semana. Há mudança no humor habitual para euforia ou irritabilidade, reconhecida por outros, além de hiperatividade, tagarelice, diminuição da necessidade de sono e aumento da sociabilidade, da atividade física, da iniciativa, de atividades prazerosas, da libido, do sexo e da impaciência.
O prejuízo não é tão intenso quanto o da mania. O indivíduo está mais disposto que o normal, fala muito, conta piadas, faz muitos planos, não se ressente com as dificuldades e limites da vida. A hipomania não se apresenta com sintomas psicóticos nem requer hospitalização. Os estados patológicos de elação (elevação) de humor são acompanhados de vários graus de sintomas depressivos e prejuízos funcionais.

Tratamento

O transtorno bipolar pode ser tratado adequadamente com várias classes de medicações. Entretanto, o curso do transtorno bipolar é, frequentemente, caracterizado por sintomas crônicos e altos índices de recaídas. A avaliação de um profissional da saúde mental para a identificação e tratamento adequado se faz necessária.

A psicoterapia no tratamento do transtorno bipolar tem como objetivos o aumento da adesão ao tratamento, a redução dos sintomas residuais, a prevenção das recaídas/recorrências, aumentar o funcionamento social e ocupacional do paciente, elevar a capacidade de manejar situações estressantes em suas vidas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares.

E você, o que pensa a respeito? Deixe seu comentário.

euforia depressão
Fontes

CID - 10 - Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10ª Revisão.

KNAPP, P.; ISOLAN, L. Abordagens psicoterápicas no transtorno bipolar. Rev. Psiq. Clín. 32, supl. 1; 98-104, 2005.

MORENO, R.A.; MORENO, D.H.; RATZKE, R. Diagnóstico, tratamento e prevenção da mania e da hipomania no transtorno bipolar. Rev. Psiq. Clín. 32, supl. 1; 39-48, 2005.

DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais, Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

Filme sugerido: Mr. Jones (“Mr. Jones”), 1993
Transtorno Bipolar

Impulsivo, irresponsável, irresistível - Mr. Jones é uma pessoa que, com muita facilidade, passa por períodos de profunda depressão e desânimo. Inteligente, dedicada e respeitada, a doutora Libbie Brown é uma psiquiatra que, apesar de todo o seu treinamento, está despreparada para Mr. Jones. Ele a desafia, intriga, conquista seu coração. E, logo, Libbie percebe estar arriscando toda a sua carreira por amor. Este é um provocante drama romântico no qual uma doutora se vê envolvida em um clima totalmente mágico, mas profundamente tempestuoso, com um paciente entregue a seus cuidados. Um filme que conta a história do poder do amor de duas diferentes formas: iluminando a extraordinária complexidade das condições de um maníaco-depressivo (transtorno bipolar) e examinando o frágil relacionamento entre médico e paciente, no instável mundo da saúde mental.

Filme sugerido: O Lado Bom Da Vida ("Silver Linings Playbook"), 2013

Transtorno Bipolar

A vida nem sempre vai de acordo como o planejado. Pat Solatano perdeu tudo - sua casa, seu trabalho, e sua esposa -. Ele agora se encontra vivendo novamente com sua mãe e seu pai, depois de passar oito meses em uma instituição do Estado em Barganha. Pat está determinado a reconstruir sua vida, manter-se positivo e reatar com sua esposa, apesar das circunstâncias difíceis de sua separação. Quando Pat atende Tiffany, uma misteriosa garota com problemas, as coisas ficam complicadas. Tiffany se oferece para ajudar Pat a reconquistar sua esposa, mas somente, se ele fizer algo muito importante para ela em troca. Com o desenrolar da história, uma ligação inesperada começa a se formar entre eles.

Escrito por Cíntia Cazangi

Psicóloga clínica, institucional e psicoterapeuta, formada e pós-graduada pela UNESP/SP e Santa Casa de Misericórdia/SP, especializanda em Psicossomática Psicanalítica pelo Instituto Sedes Sapientiae. 10 anos de experiência no atendimento a adultos, adolescentes, idosos, crianças, orientação de pais e profissional.

 
 
 
  • Foto do escritor: Cíntia Cazangi
    Cíntia Cazangi
  • 1 de jul. de 2016
  • 3 min de leitura

Medo

O medo é uma emoção similar à ansiedade, ele distingue-se desta por ser uma resposta a uma ameaça conhecida, externa, definida ou de origem não-conflituosa, ele faz parte dos nossos mecanismos de sobrevivência e defesa, é um sinal de alerta e que serve para nos proteger do perigo iminente. Diante de um perigo nosso cérebro dispara uma descarga de adrenalina entre outras substâncias que provocam taquicardia, boca seca, suor excessivo e tremores, é o famoso mecanismo de luta ou fuga. Sentir medo é necessário para a preservação da vida.

Fobia ou Transtorno Fóbico

Fobia é um medo irracional que provoca a esquiva consciente do objeto, atividade ou situação específica temida, e que em geral não apresentam qualquer perigo para a pessoa. A presença ou a antecipação do que é temido provoca grave sofrimento no indivíduo afetado, que reconhece sua reação como sendo excessiva.

Entre os transtornos fóbicos-ansiosos podemos citar principalmente:

Fobia

Fobia específica

Em geral, é a mais comum das fobias, se caracteriza por medo excessivo e irracional revelado pela presença ou antecipação dos objetos e situações temidos, mais comuns são: animais, tempestades, altura, doença, ferimentos, sangue.

Fobia social

Fobia social

Medo excessivo e persistente de humilhação ou embaraço em vários contextos sociais, como falar em público, urinar em toalete público e falar com o parceiro de um encontro romântico. A pessoa teme passar pela avaliação de outras pessoas ou se comportar de maneira errada ou vergonhosa. Um tipo generalizado de fobia social é, freqüentemente, uma condição crônica e debilitante, caracterizada por uma esquiva fóbica das situações sociais.

Agorafobia

Agorafobia

Medo de estar sozinho em locais públicos (ex. supermercados). As pessoas agorafóbicas evitam rigidamente as situações nas quais seria difícil obter auxílio, ou de que possam sair. Preferem estar acompanhadas em locais como ruas e lojas movimentadas, espaços (túneis, pontes, elevadores) e veículos fechados (metrôs, ônibus, aviões). É o medo de ter medo. Essas pessoas podem insistir por companhia, sempre que saem de casa. Os mais gravemente afetados podem, simplesmente, recusar-se a sair de casa.

Claustrofobia

Claustrofobia

É um tipo de fobia situacional, que envolve um temor exagerado de lugares fechados ou multidões, geralmente de elevadores, lugares muito cheios, ambientes apertados. A pessoa pode ter a sensação de que o ambiente está diminuindo, o teto se aproximando, as paredes se comprimindo e se aproximando, sentem as pernas e mãos tremerem, suor excessivo e o coração disparar, podendo se assemelhar muito a um ataque de pânico.

Em geral o primeiro passo para a melhora é não ter medo de assumir que sofre de uma fobia. Tais fobias podem ser tratadas em psicoterapia e caso necessário associada a um tratamento medicamentoso, possibilitando àquele que sofre um melhor entendimento e manejo de suas angústias, identificação e compreensão dos fatores que podem agravar ou perpetuar os sintomas, desenvolvimento de mecanismos para lidar com as situações fóbicas e fortalecimento pessoal.

O que você pensa a respeito? Deixe seu comentário.

Fonte:

Trinca, W. Fobia e fânico em psicanálise. São Paulo: Vetor, 1997. Dalgalarrondo, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais, Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

Filme sugerido: O Discurso do Rei ("The King´s Speech"), 2010.

O discurso do rei

Desde os 4 anos, George (Colin Firth) é gago. Este é um sério problema para um integrante da realiza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. George procurou diversos médicos, mas nenhum deles trouxe resultados eficazes. Quando sua esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter), o leva até Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta de fala de método pouco convencional, George está desesperançoso. Lionel se coloca de igual para igual com George e atua também como seu psicólogo, de forma a tornar-se seu amigo. Seus exercícios e métodos fazem com que George adquira autoconfiança para cumprir o maior de seus desafios: assumir a coroa, após a abdicação de seu irmão David (Guy Pearce).

Música sugerida: Miedo - Lenine & Julieta Venegas

Escrito por Cíntia Cazangi

Psicóloga clínica, institucional e psicoterapeuta, formada e pós-graduada pela UNESP/SP e Santa Casa de Misericórdia/SP, especializanda em Psicossomática Psicanalítica pelo Instituto Sedes Sapientiae. 10 anos de experiência no atendimento a adultos, adolescentes, idosos, crianças, orientação de pais e profissional.


 
 
 
  • Foto do escritor: Cíntia Cazangi
    Cíntia Cazangi
  • 1 de jun. de 2016
  • 3 min de leitura

Depressão

A depressão muitas vezes é confundida com uma tristeza passageira após algum acontecimento específico, porém uma tristeza prolongada pode levar ao adoecimento. Na depressão pode haver uma sensação de entristecimento inespecífico, porém ela não é caracterizada apenas pelo entristecimento e rebaixamento do humor, mas por uma multiplicidade de sintomas.

Nos episódios de depressão (leve, moderado ou grave), a pessoa apresenta durante um período mínimo de duas semanas, um rebaixamento do humor, redução da energia e diminuição da atividade. Entre os múltiplos sintomas estão:

Sintomas afetivos

  • tristeza, melancolia choro fácil e/ou freqüente

  • apatia (indiferença afetiva - "tanto faz, como tanto fez",

  • sentimento de falta de sentimento - "não consigo sentir mais nada",

  • sentimento de tédio, aborrecimento crônico,

  • irritabilidade aumentada (a ruídos, pessoas, vozes, etc.)

  • angústia ou ansiedade,

  • desespero,

  • desesperança.

Alterações da esfera instintiva e neurovegetativa, "somáticos":

  • fadiga importante (mesmo após um esforço mínimo), cansaço

  • desânimo, diminuição da vontade,

  • alterações do sono,

  • alterações do apetite,

  • constipação, palidez,

  • alteração da capacidade de sentir prazer,

  • diminuição da libido e resposta sexual.

Alterações ideativas:

  • ideação negativa, pessimismo em relação a tudo,

  • idéias de culpa e ou de indignidade, arrependimentos, mesmo nas formas leves ruminações com mágoas antigas,

  • idéias de morte, desejo de desaparecer, dormir para sempre,

  • ideação, planos ou atos suicidas.

Depressivo

Alterações cognitivas:

  • dificuldade da capacidade de concentração, atenção e memória,

  • dificuldade de tomar decisões,

  • pseudodemência depressiva.

Alterações da autovaloração:

  • diminuição da auto-estima e da autoconfiança,

  • sentimento de insuficiência, de incapacidade,

  • sentimento de vergonha e auto-depreciação.

Alterações da volição e da psicomotricidade:

  • Tendência a permanecer na cama por todo o dia,

  • aumento na latência entre as perguntas e respostas,

  • lentificação psicomotora até estupor,

  • diminuição da fala, redução da voz, fala muito lentificada,

  • mutismo (negativismo verbal),

  • negativismo (recusa à alimentação, à interação pessoal, etc.).

Sintomas psicóticos:

  • idéias delirantes de conteúdo negativo,

  • delírio de ruína ou miséria,

  • delírio de culpa,

  • delírio hipocondríaco e/ou negação dos órgãos,

  • delírio de inexistência (de si e/ou do mundo),

  • alucinações,

  • ilusões auditivas ou visuais,

  • ideação paranóide.

deprimido

​O número e a gravidade dos sintomas permitem determinar três graus de um episódio depressivo: leve, moderado e grave.

Depressão leve - presentes ao menos dois ou três sintomas.

Depressão moderada - presentes ao menos quatro ou cinco sintomas.

Depressão grave - vários dos sintomas são presentes e marcantes.

O episódio, apresentado durante um período mínimo de duas semanas, deve ser acompanhado por sofrimento ou prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou outras áreas importantes da vida do indivíduo.

Para alguns indivíduos com episódios mais leves, o funcionamento pode parecer normal, mas exige um esforço acentuadamente aumentado. Em crianças e adolescentes, pode desenvolver-se um humor irritável ou rabugento, ao invés de um humor triste ou abatido. Esta apresentação deve ser diferenciada de um padrão de "criança mimada", que se irrita quando é frustrada.

Cabe ressaltar que a avaliação de um psicólogo e/ou psiquiatra se faz necessária e é indispensável. Ao identificar ou suspeitar da depressão, recorra a um acompanhamento com profissional capacitado. Devido a gravidade dos sintomas e conteúdo dos pensamentos, pode se tornar difícil para a pessoa que sofre de depressão recorrer a ajuda de um profissional, sendo necessário o apoio da família e amigos para que este procure e se mantenha em acompanhamento. Dependendo da gravidade, pode ser necessário a associação de tratamento medicamentoso para alívio dos sintomas e regularização do organismo e psicoterapêutico para reflexão do momento de vida, desencadeadores da depressão e identificação de possíveis recaídas. Não subestime o sofrimento daquele que tem depressão. Depressão não é frescura! É uma doença e necessita de tratamento.

E você, o que pensa sobre o assunto? Deixe seu comentário.

tratamento para depressão

Fonte: CID 10 - Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10ª Revisão.

DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais, Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

DSM IV - Diagnostical and Statistical Manual of Mental Disorders.

Filme As horas

Filme Sugerido: Horas, As (Hours, The), 2002.

Em três períodos diferentes vivem três mulheres ligadas ao livro "Mrs. Dalloway". Em 1923 vive Virginia Woolf (Nicole Kidman), autora do livro, que enfrenta uma crise de depressão e idéias de suicídio. Em 1949 vive Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que mora em Los Angeles, planeja uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. Nos dias atuais vive Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York e dá uma festa para Richard (Ed Harris), escritor que fora seu amante no passado e hoje está com Aids e morrendo.

Escrito por Cíntia Cazangi

Psicóloga clínica, institucional e psicoterapeuta, formada e pós-graduada pela UNESP/SP e Santa Casa de Misericórdia/SP, especializanda em Psicossomática Psicanalítica pelo Instituto Sedes Sapientiae. 10 anos de experiência no atendimento a adultos, adolescentes, idosos, crianças, orientação de pais e profissional.

 
 
 
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