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dúvida profissão

A juventude se caracteriza por um momento de constantes alterações físicas, mentais e sociais. Neste período o jovem se sente muitas vezes pressionado pela sociedade, pela própria família, pela escola, pelos amigos e até por si mesmo, a tomar decisões, as quais, em geral, não está preparado.

Entre as muitas decisões, está a escolha por uma carreira profissional, o que futuramente fará parte de sua constituição, de sua identidade adulta, fato que facilitará a inserção do jovem no mercado de trabalho. Assumir o papel de trabalhador, em nossa sociedade, significa um passaporte – código de ingresso – para o mundo adulto.

Lidar com essa pressão de escolha profissional na adolescência torna-se um desafio para todos os adolescentes pois, nessa fase do ciclo de vida, o jovem já enfrenta um período de contradições, de questionamentos e da busca de autonomia. Nesse cenário, ele é convocado a elaborar seu plano de vida e sua escolha profissional de tal forma que seja compatível com a sua realidade e com suas aspirações individuais.

Atentando que a melhor escolha é a que leva em consideração todos os aspectos envolvidos na questão, a mesma será determinada por todas as influências relevantes desde a infância, destacando-se aquelas vindas da família de origem e do processo de escolarização até o momento presente, que envolve a sociedade em que vivemos e que está em constante transformação.

Neste sentido a orientação profissional irá colaborar, através do conhecimento das profissões, do autoconhecimento e da análise da realidade atual do mercado de trabalho e suas perspectivas, para que este jovem possa ponderar as determinações envolvidas em sua opção, tendo condições para escolher mais seguramente sua profissão.

Site sugerido: Guia do Estudante

Filme Sugerido: Gênio Indomável (Good Will Hunting) 1997

Sinopse: Will Hunting (Matt Damon) é um jovem com uma inteligência espetacular para resolver equações e problemas matemáticos complexos, mas que também, por ser rebelde, já teve passagens pela polícia. Certo dia ele é descoberto por um professor universitário, que o encaminha para o terapeuta Sean (Robin Williams), que vai tentar ajudá-lo a resolver seus problemas emocionais.

Escrito por Cíntia Cazangi

Psicóloga clínica, institucional e psicoterapeuta, formada e pós-graduada pela UNESP/SP e Santa Casa de Misericórdia/SP, especializanda em Psicossomática Psicanalítica pelo Instituto Sedes Sapientiae. 10 anos de experiência no atendimento a adultos, adolescentes, idosos, crianças, orientação de pais e profissional.

 
 
 
  • Foto do escritor: Cíntia Cazangi
    Cíntia Cazangi
  • 4 de set. de 2016
  • 2 min de leitura

As crises de pânico são intensas crises de ansiedade ou medo, nas quais ocorre importante descarga do sistema nervoso autonômo, produzindo sintomas como: taquicardia, sudorese, tremores, dispnéia, náuseas, fogachos, formigamentos em membros e/ou lábios.

Nas crises intensas, o indivíduo pode experimentar diversos graus de despersonalização, com sensação de a cabeça ficar leve, de o corpo ficar estranho, sensação de perda do controle, auto-estranhamento e, também de desrealização (sensação de que o ambiente está estranho, não-familiar). Além disso, ocorre com freqüência, nessas crises, um medo importante de ter um infarto, de morrer e/ou enlouquecer. As crises são de início abrupto (chegam a um pico em 5 a 10 minutos) e de curta duração (geralmente menos de uma hora). São geralmente desencadeadas por determinadas condições como: aglomerados de pessoas, túneis ou congestionamentos, situações de ameça, etc.

Denomina-se o quadro de Síndrome do Pânico, caso as crises sejam recorrentes, com desenvolvimento de medo de ter novas crises, preocupações sobre possíveis implicações da crise (perder o controle, ter um ataque cardíaco ou enlouquecer), além de sofrimento subjetivo significativo.

O transtorno de pânico pode vir acompanhado de agorafobia (vide acima)(especialmente locais de onde uma saída rápida seria difícil em caso de ocorrer um ataque de pânico.

A ocorrência de um ataque de pânico não indica, por si só, um diagnóstico de Transtorno ou Síndrome do Pânico. A avaliação de um profissional da saúde mental (psicólogo, psiquiatra) é importante e fundamental para tal diagnóstico. O uso de medicações específicas pode ser necessário para um melhor controle das crises ansiosas e o acompanhamento psicoterapêutico para melhora da autopercepção, identificação e elaboração de possíveis gatilhos disparadores das crises, e melhora da autoconfiança para lidar com o momento da crise.

Fonte:

Trinca, W. Fobia e fânico em psicanálise. São Paulo: Vetor, 1997. Dalgalarrondo, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais, Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

Filme sugerido: Máfia no Divã (Analyze this), 1999. Sinopse: Mafioso à beira de um ataque de nervos decide fazer terapia antes que os outros mafiosos de Nova York descubram que está passando por problemas emocionais.

Escrito por Cíntia Cazangi

Psicóloga clínica, institucional e psicoterapeuta, formada e pós-graduada pela UNESP/SP e Santa Casa de Misericórdia/SP, especializanda em Psicossomática Psicanalítica pelo Instituto Sedes Sapientiae. 10 anos de experiência no atendimento a adultos, adolescentes, idosos, crianças, orientação de pais e profissional.

 
 
 
  • Foto do escritor: Cíntia Cazangi
    Cíntia Cazangi
  • 14 de ago. de 2016
  • 4 min de leitura

Quem nunca se questionou ou voltou para trás para verificar se a porta foi mesmo fechada, se desligou o ferro ou quis deixar o armário em perfeita ordem? Mas você sabe identificar quando uma mania é uma simples mania e quando ela passa a ser um trantorno? Diferente de uma simples mania o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) limita a rotina da pessoa, causa medos e ansiedade e escraviza a pessoa à algum comportamento que se repente diversas vezes.

pensamento obsessivo

Mas o que vem a ser então o TOC?

Obsessão

São pensamentos, impulsos ou imagens mentais recorrentes, intrusivos e desagradáveis, que surgem de forma recorrente na consciência, reconhecidos como próprios e que causam ansiedade, angústia ou mal-estar relevantes ao indivíduo, como algo que "invade" a consciência, tomam tempo e interferem negativamente em suas atividades e/ou relacionamentos.

Compulsão


comportamento compulsivo

São comportamentos ou atos mentais repetitivos que o indivíduo é levado a executar voluntariamente em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras rígidas, para reduzir a ansiedade/mal-estar, como forma de cumprir regras mágicas que precisam ser rigidamente seguidas, pensamentos mágicos que vinculam a realização do ato compulsivo com o afastamento de algum evento temível ou indesejado (ex. se eu der vinte voltas no quarteirão antes de entrar em casa, ninguém da família irá morrer proximamente).

Transtorno Obsessivo-Compulsivo

A característica básica do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) baseia-se na existência de obsessões e/ou compulsões. As obsessões mais comuns são as relacionadas com sujeira ou de contaminação (preocupação com sujeira ou secreções corporais, bactérias, vírus, radioatividade), agressividade (medo de que algo terrível possa acontecer a si mesmo ou a alguém querido, medo de ferir alguém sem querer, medo de fazer algo embaraçoso), somáticas (preocupações com doenças ou com aspectos da aparência física), as de simetria e escrupulosidade, as de armazenamento e os pensamentos de conteúdo mágico, agressivo ou sexual.

Para neutralizar tais obsessões, os pacientes podem desenvolver rituais diversos, como compulsão por lavagens excessivas (das mãos, de objetos, banhos longos), verificações ou repetições (de portas, janelas, torneiras, a fim de evitar alguma catástrofe), compulsão por alinhamento, ordenação e arrumação, contagem, simetria e por reter ou colecionar objetos inúteis. Estes rituais freqüentemente são percebidos como algo sem sentido e a pessoa reconhece que seu comportamento é irracional.

Assim, enquanto as obsessões causam desconforto emocional, os rituais compulsivos (sempre excessivos, irracionais ou mágicos) tendem a aliviá-lo, mas não são prazerosos. O TOC envolve sempre medos descabidos, dúvidas insolúveis e comportamentos repetidos na busca de um alívio sempre fugaz. O grau de crítica pode variar entre as pessoas e no mesmo indivíduo conforme a ocasião.

Em geral, o TOC tem um impacto importante no funcionamento da vida diária. Alguns pacientes passam muitas horas do dia envolvidos com suas obsessões e rituais, o que pode interferir significativamente na rotina normal do indivíduo, em seu funcionamento ocupacional, atividades sociais habituais ou relacionamentos com amigos e familiares.

Tratamento

O TOC trata-se de um problema multifatorial, histórico familiar e fatores psicológicos estão entre as possíveis causas desse distúrbio. O tratamento pode ser medicamentoso ou não medicamentoso, porém a associação dos dois traz melhores resultados.

A psicoterapia é uma forma eficiente para reduzir a frequência e a intensidade dos sintomas. A medida que ela expõe o paciente aos seus pensamentos e comportamentos mais difíceis, ela ensina à pessoa diferentes maneiras de pensar, de se comportar e reagir a situações, passa a tomar consciência e resolver conflitos internos, o que reduz o estresse, a ansiedade e/ ou o medo. Este ciclo oferece a oportunidade de ressignificação dos seus piores medos e com isso a possibilidade de melhora.

A família também tem um papel importante no tratamento, acompanhar de perto, entender a doença e dar apoio àquele que sofre auxilia nos resultados da doença.

O que você pensa a respeito? Deixe seus comentários!

Fonte: Dalgalarrondo, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais, Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. Torres, A.R., Smaira, S.I. Quadro clínico do transtorno obsessivo-compulsivo. Revista Brasileira de Psiquiatria, Vol. 23, supl. 2, out, 2001. Gonzalez, C.H. Transtorno Obsessivo-compulsivo. SNC em Foco, Vol. 1, n° 2, jun, 2005.

Filme sugerido: Melhor é Impossível (As good as it gets), 1997.

Jack Nicholson vive Melvin Udall, um homem grosseiro e lotado de supertições. Sua vida tranqüila de escritor é interferida quando seu vizinho sofre um acidente e tem que, contra sua vontade, ajudá-lo cuidando de seu cachorro, transformando sua vida com o pequeno canino. Melvin também começa a sentir interesse em Carol Connelly, a única pessoa que tem paciência com suas manias insuportáveis.

Filme sugerido: O aviador ( The Aviator), 2004

A história conta a vida de Howard Hughes, aviador, engenheiro, industrial, produtor de cinema, diretor cinematográfico e um dos homens mais ricos do mundo. Sua vida foi bem agitada com todas as suas manias e desejos, amantes e acessos de loucura. Howard desenvolveu uma doença mental que também pode ser causada pelos transtornos de ansiedade, chamada TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Hughes, apresenta sérias compulsões, ou seja, rituais repetitivos, preocupação com germes, principalmente em banheiros públicos, onde lava as mãos várias vezes. Quando dirigia um filme tinha a necessidade de revê-lo várias vezes; quando construía os aviões, tinha de passar a mão sobre eles para verificar se estava tudo em tamanha simetria, pois não aceitava imperfeições.

Escrito por Cíntia Cazangi

Psicóloga clínica, institucional e psicoterapeuta, formada e pós-graduada pela UNESP/SP e Santa Casa de Misericórdia/SP, especializanda em Psicossomática Psicanalítica pelo Instituto Sedes Sapientiae. 10 anos de experiência no atendimento a adultos, adolescentes, idosos, crianças, orientação de pais e profissional.

 
 
 
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