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  • Foto do escritor: Cíntia Cazangi
    Cíntia Cazangi
  • 26 de jun. de 2020
  • 1 min de leitura

Bolha é tudo aquilo que nos limita mas, ao mesmo tempo, nos protege.


Bolha é tudo aquilo que nos ilude sobre a natureza da realidade mas, ao mesmo tempo, serve como apoio para prosseguirmos vivendo.


Tem momentos que ela aperta e sufoca demais, e outros em que é extremamente confortável e seguro se manter nela.


Estar nela estagna, limita e não da possibilidades de crescimento.


Sair dela assusta, da medo e instabilidade, mas ao mesmo tempo desperta a evolução, a criatividade e o desenvolvimento.


Neste momento em que a pressão do ambiente é maior do que nossas bolhas, tentamos ativamente criar bolhas e mais bolhas para nos protegermos. E apesar da ilusão de conseguirmos, a cada nova notícia, a cada boletim jornalístico, a cada conhecido doente, ou com dificuldades, nossa bolha se estoura e ficamos expostos e fragilizados.


E buscamos novamente nos “embolhar” para nos protegermos da realidade como ela é, e ficarmos absortos com a realidade da nossa própria bolha.


Porém, é só através do rompimento dessas bolhas que somos capazes de reagir com consciência e presença diante das adversidades.


Mas só conseguimos rompê-las quando criamos dentro de nós mecanismos de defesa e resiliência para lidarmos com o que nos aguardará lá fora.


Agora se pergunte, em que bolha você está? Quais são os seus limites e do que ela te protege? Como ela te limita? Você tem feito algo para se fortalecer e poder estourar suas bolhas?


Deixe aqui seus comentários e reflexões. 👇


Por Cíntia Cazangi

Psicóloga/ Psicanalista

CRP 06/78274

Agende uma consulta online!

(11) 94221 6182

www.cintiacazangi.com

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Imagem: @jean_jullien

 
 
 
  • Foto do escritor: Cíntia Cazangi
    Cíntia Cazangi
  • 1 de jun. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 2 de jun. de 2020


Não, este não é um post com instruções de como lidar com a sua saúde mental, não é um passo a passo para ser feliz, e nem uma receita infalível de como ter sucesso na sua vida.

As vezes fazer terapia é como fazer um bolo com batedeira.

Hum!?... confuso!?...

Vou explicar...

Esses dias resolvi fazer um bolo, mas não quiz usar a batedeira, pois achei que seria muito trabalhoso, pegar a batedeira e seus apetrechos do armário onde estava guardada, depois limpa-la após o uso, sujar muito mais coisas,... então resolvi bater o bolo a mão.


O resultado que obtive foi:

- uma dificuldade em bater a massa levando muito mais tempo que com a batedeira,

- ficar com dor no ombro por algumas horas por ter que misturar a massa,

- o bolo ter ficado magrinho porque não cresceu,

- e não ter ficado fofinho como de costume.


E me peguei refletindo e comparando esta experiência à experiência de fazer terapia.

É possível sim fazer e resolver nossas questões, medos, angústias sozinhas, mas será bem mais cansativo e desgastante. É possível concluir o que queria, ter algum resultado, mas pode ser mais difícil, demorado e aquém do que poderia ter sido.


Fazendo terapia existe todo o trabalho de disponibilidade interna, financeira e de tempo para as sessões, mas é um recurso que facilita o desenvolvimento e ajuda a desenvolver maneiras de resolver as questões de forma eficiente, madura e tranquila, tendo um resultado mais efetivo e coerente.

E não tem receita pronta, nem fazendo terapia.

Algumas pessoas acham que vendo dicas de terapeutas e psicólogos já é suficiente, pode ajudar sim, mas como bem disse minha colega @angelsiqueira.fono “Dica não substitui terapia". Cada pessoa constrói a receita que tem mais haver consigo junto com o terapeuta, no seu tempo, na sua medida, na sua velocidade.


Por Cíntia Cazangi

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  • Foto do escritor: Cíntia Cazangi
    Cíntia Cazangi
  • 9 de mai. de 2020
  • 1 min de leitura

Atualizado: 1 de jun. de 2020


Ser mãe é mostrar o mundo a um outro ser e se maravilhar a cada nova descoberta que ele faz.


É perceber que o mundo e as alegrias podem ser bem simples.


É numa fase difícil da criança pensar "ufa, já passou", sem se dar conta que outras estarão por vir.


É rir por dentro em cada arte mas ter que mostrar o que é certo e errado.


É passar dias e dias velando o sono da cria porque está doente.


É abrir mão de si mesma e ao mesmo tempo buscar o que há de melhor em si para poder doar àquela criaturinha.


É se sentir a pessoa mais divertida quando ela solta aquela gargalhada gostosa que só você sabe tirar dela.


É se derreter no primeiro "mamã" e enlouquecer com o milionésimo "mamãe". É transbordar a cada beijo e abraço espontâneo e mais ainda a cada "Eu ti amo". É se sentir culpada a cada febre, queda, picada, tropeço, etc, porque devia estar olhando e protegendo melhor.

E ao mesmo tempo se segurar para não proteger demais para que ela aprenda a se defender e viver neste mundo.


É se sentir satisfeita e orgulhosa a cada "como é simpática", " como é risonha", "que esperta", "como é Feliz", e pensar "devo estar fazendo um bom trabalho!"


E assim vou vivendo a minha maternagem e resignificando meus complexos, minhas culpas, meu narcisismo, minhas frustrações, medos, e memórias de infância com angústias e alegrias.


Feliz Dia a todos aqueles que exercem a função materna!! 🥰💖


Por Cíntia Cazangi

Psicóloga/ Psicanalista

CRP 06/78274

(11) 94221 6182

www.cintiacazangi.com


Foto: arquivo pessoal.

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